Diariamente, nos seus primeiros gestos matinais tensionados por objetos externos, milhões de donos de gatos e cachorros domésticos versam toneladas de ração em grãos dentro de pequenos potes próprios para isso.
Respira-se. Apertam-se botões. Pisam sobre aceleradores.
Perder-se
...na cidade, versus perder-se da cidade.
Há algo na natureza que regula o ritmo do coração.
Meu sentimento de ansiedade (este desejo sem objeto, portanto, indeterminado, de terminar com o afeto de insegurança) se dilui na paisagem, como se fosse num corpo maior, sobre o qual não logra exercer tantos efeitos.
Há algo na natureza que regula o ritmo do coração.
Meu sentimento de ansiedade (este desejo sem objeto, portanto, indeterminado, de terminar com o afeto de insegurança) se dilui na paisagem, como se fosse num corpo maior, sobre o qual não logra exercer tantos efeitos.
Ilusão III
O concreto não é isso que sobra quando a ilusão se desfaz. A própria ilusão tem sua concretude:
(*) BENJAMIN, Walter. Diário de Moscou. São Paulo: Schwartz, 1984 [1927]. P. 29.
Asja tem razão quando diz que o povo quer ver sempre, até mesmo nas propagandas, a representação de algo concreto.*
(*) BENJAMIN, Walter. Diário de Moscou. São Paulo: Schwartz, 1984 [1927]. P. 29.
Ilusão II
Viver na sedução (seduzir e ser seduzido). Quando a ilusão se desfaz, percebe-se como a realidade é sem graça.
Messianismo
Passo dias enormes e enfileirados à espera de uma boa notícia, como um náufrago, à espreita da emergência de um cargueiro no horizonte.
Fotografia
No trem, de pé, o velho senhor (fora de seu tempo) leva consigo, em uma agenda de capa de couro e folhas com beiras gastas e amareladas, muitas informações úteis para a sua vida de comerciante.
Então eu penso isso: – somos todos comerciantes.
– A questão é...
(1) ou você faz do pensamento um meio para viver;
(2) ou você vive para pensar.
Colocada desse jeito, eu optaria por (1). Mas, a questão, de fato, está sempre no modo como é colocada a questão. O pensamento e a vida estão encaracolados um no outro, numa relação que não é de meios para fins.
(2) ou você vive para pensar.
Colocada desse jeito, eu optaria por (1). Mas, a questão, de fato, está sempre no modo como é colocada a questão. O pensamento e a vida estão encaracolados um no outro, numa relação que não é de meios para fins.
Desejo de estátua VI
O grande Sujeito, em geral, não precisa se apresentar, pois “Ele é aquele que é”. Quando, no início, uma apresentação é requerida, esta se dá sob a forma da interpelação ( – Ei, você aí!* ). Na interpelação, o grande Sujeito apresenta-se, apresentando o pequeno sujeito a si mesmo.
(*) ALTHÜSSER, Louis. Aparelhos ideológicos de Estado. 7 ed. Rio de Janeiro: Graal, 1985 [1970]. P. 96.
(*) ALTHÜSSER, Louis. Aparelhos ideológicos de Estado. 7 ed. Rio de Janeiro: Graal, 1985 [1970]. P. 96.
Duas ideias para o pensamento
Ideia-fundamento: o pensado.
Ideia-trampolim: o dar a pensar.
O fundamento suporta todo o edifício e, assim, o envolve inteiro em si – o edifício permanece ligado ao fundamento e preso a ele. Ideia fundamento: apoio-garra.
O trampolim lança, desprende, ejeta o projétil. O saltante se desliga da ideia que o impulsiona. Ideia trampolim: apoio-impulso.
Ideia-trampolim: o dar a pensar.
O fundamento suporta todo o edifício e, assim, o envolve inteiro em si – o edifício permanece ligado ao fundamento e preso a ele. Ideia fundamento: apoio-garra.
O trampolim lança, desprende, ejeta o projétil. O saltante se desliga da ideia que o impulsiona. Ideia trampolim: apoio-impulso.
Tarefa
Ele fala. Um outro fala também. E um e outro não falam entre si (não expressamente). Mas nos é dada a tarefa de colocar ou deslocar os cruzamentos entre essas falas de um e de outro. Não podemos simplesmente ouvir um e ouvir outro. Devemos ouvir um sob as condições do que ouvimos do outro, e vice-versa.
Essa tarefa nos é dada (sob este princípio: a verdade não é contrária à verdade). Por isso mesmo (porque ela nos é dada e porque ela nos é dada sob este princípio), desobedientes, resistiremos em executá-la.
Essa tarefa nos é dada (sob este princípio: a verdade não é contrária à verdade). Por isso mesmo (porque ela nos é dada e porque ela nos é dada sob este princípio), desobedientes, resistiremos em executá-la.
Bifurcações da ideologia
AB1
A AB2C1
AB2 AB2C2D1
AB2C2
AB2C2D2
“Uma última parcela chega ao final do percurso... para cair num semi-desemprego intelectual...”*
(*) ALTHÜSSER, Louis. Aparelhos ideológicos de Estado. 7 ed. Rio de Janeiro: Graal, 1985 [1970]. P. 79.
AB2C2D2
“Uma última parcela chega ao final do percurso... para cair num semi-desemprego intelectual...”*
(*) ALTHÜSSER, Louis. Aparelhos ideológicos de Estado. 7 ed. Rio de Janeiro: Graal, 1985 [1970]. P. 79.
Teoria negativa
Uma teoria negativa (nos moldes de uma
teologia negativa) é aquela que se fundamenta na negação dos fundamentos de uma
outra teoria, e com isso adquire sua positividade.
Moral e violência
“A moral serve, ao menos, para travar a violência”.
Sim, parcialmente – eu diria. No restante, porém, a moral apenas nos faz
perdê-la de vista.
Desejo de estátua V
Quem – ao encontrar um outro pela primeira
vez – não se apresenta se crê já presente, evidentemente, na imaginação e na
memória do outro (como uma estátua que é uma referência no centro da cidade).
De fato, considera a apresentação apenas uma reapresentação desnecessária.
Desejo de estátua IV
Pensadores que não têm a crença na formação espontânea de sua própria escola, publicam, eles mesmos, suas próprias reedições críticas, em geral, precedidas de afirmações como esta: “algumas explicações sobre as circunstâncias da composição deste livro podem ser úteis ao leitor”*.
(*) CASTORIADIS, Cornelius. L’institution imaginaire de la société. Paris: Seuil, 1975. Prefácio. P. 5.
(*) CASTORIADIS, Cornelius. L’institution imaginaire de la société. Paris: Seuil, 1975. Prefácio. P. 5.
Desejo de estátua III
Como metamorfosear o pensamento em estátua, o movimento em repouso? – publicando livros, multiplicando bibliotecas.
Desejo de estátua II
Imortalidade! – esse desejo individual de permanecer entre os humanos, mesmo depois da morte do corpo.
Para tanto: outro desejo: o de aparecer, em vida, com sua opinião-imagem sinalizada para a imaginação dos outros, afim de marcar indelevelmente a sua memória.
Para tanto: outro desejo: o de aparecer, em vida, com sua opinião-imagem sinalizada para a imaginação dos outros, afim de marcar indelevelmente a sua memória.
Linguagem-vírus VI
Tratá-la como vírus é tomar a linguagem biologicamente.
Mas, podemos tratar o biológico como um estrato real e subjacente que precede a linguagem? O “biológico” e o “viral” não são, pelo contrário, produtos da linguagem? O “viral” não é apenas um reflexo da linguagem em si mesma?
Mas, podemos tratar o biológico como um estrato real e subjacente que precede a linguagem? O “biológico” e o “viral” não são, pelo contrário, produtos da linguagem? O “viral” não é apenas um reflexo da linguagem em si mesma?
Linguagem-vírus V
O que seria do corpo não contaminado pelo vírus da linguagem? O que significa viver, agir e pensar sem a linguagem? O que é viver sem significados? Sem signos, sem intermediações, sem “abertura”? O que seria viver livre dessa dominação?
Linguagem-vírus IV
Interpretar a “biblioteca” como o fruto-objeto do desejo do vírus que domina o nosso corpo humano vivo. No fruto, residem as sementes de muitas outras contaminações.
Linguagem-vírus III
A história não seria mais do que o curso e a narrativa da dominação da língua-vírus sobre os nossos corpos humanos vivos?
Linguagem-vírus II
Contaminados por um vírus – no nosso desejo, esforça-se o desejo camuflado de um outro.
Linguagem-vírus
Não percamos de vista a ideia (originalmente de W. Burroughs?) de que a linguagem é um vírus que domina o nosso corpo humano vivo, para se reproduzir, se desenvolver e contaminar outros corpos humanos vivos.
Notas sobre o início da metamorfose X
Eu, eles – e essa recorrente vontade de nós III
Quanto mais idiota (sozinho e impotente) eu me sinto, mais eu os invejo. E quanto mais eu os invejo, mais idiota eu me sinto. O que fazer dessa idiotice e dessa inveja? Parece-me que só consigo acabar com uma, se acabar também com a outra.
Só haveria o amor de si – si como singularidade – para tornar potente o idiota (sem que se junte aos outros) e acabar com a inveja? Pois o que haveria de mais singular do que permanecer idiota?
Só haveria o amor de si – si como singularidade – para tornar potente o idiota (sem que se junte aos outros) e acabar com a inveja? Pois o que haveria de mais singular do que permanecer idiota?
Eu, eles – e essa recorrente vontade de nós II
Quando o porteiro barra a minha passagem pelo estreito corredor à esquerda, não consigo me impedir de me imaginar no lugar de um daqueles que estão no largo saguão à direita.
Eu, eles – e essa recorrente vontade de nós
[AO PORTEIRO]: – O senhor poderia me dizer, se não for incômodo, como eu posso obter um crachá, um passe?
Desejo de estátua
“Se eu morrer na batalha, não se esqueçam do que eu disse e fiz: – vocês, só vocês, garantem a minha imortalidade”. Assim se petrificou o desejo do humano-no-centro-da-praça-pública.
Tic-tac
O humano recebe a boa notícia que lhe advém em seguida a uma má notícia como um alívio para a sua tristeza; o alívio, como uma consolação; a consolação, como a ideia de que nem tudo está perdido.
O falante e o connaisseur II
A eloquência de um falante parece sabedoria não apenas para aqueles que o escutam, mas também para o próprio falante. Esse engano geral é o que o predispõe ao desejo de comandar.
Teoria e prática II
Quando uma coisa contrária aos nossos interesses é, teoricamente, indubitável, só nos resta, na prática, queimá-la (ou, ao menos, viver e fazer viver como se ela não existisse) – na esperança de queimar a dúvida e a contrariedade junto com ela.
Mas, uma coisa teoricamente indubitável não pode ser contrária, salvo sob o império do engano, ao nosso desejo.
Mas, uma coisa teoricamente indubitável não pode ser contrária, salvo sob o império do engano, ao nosso desejo.
Questões reflexivas sobre a suficiência
Meu espírito será suficientemente fraco?
Quer dizer, será livre o bastante para não querer se deixar prender numa fortaleza?
Quer dizer, será livre o bastante para não querer se deixar prender numa fortaleza?
Ainda a busca da inteligência
Você quer falar a coisa certa e se mostrar inteligente?
Então não diga tão certamente: a + b = c.
Apenas diga a... b... talvez c...
Complementando, aqui, isso que disseram Adorno e Horkheimer*:
– para ser inteligente é preciso ser estúpido.
(*) “– é estúpido ser inteligente”. ADORNO, Theodor W.; HORKHEIMER, Max. Dialética do esclarecimento. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1985 [1944]. Contra os que têm resposta para tudo. P. 195.
Então não diga tão certamente: a + b = c.
Apenas diga a... b... talvez c...
Complementando, aqui, isso que disseram Adorno e Horkheimer*:
– para ser inteligente é preciso ser estúpido.
(*) “– é estúpido ser inteligente”. ADORNO, Theodor W.; HORKHEIMER, Max. Dialética do esclarecimento. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1985 [1944]. Contra os que têm resposta para tudo. P. 195.
O famoso Triplo Retrato II e a metamorfose IX
O indivíduo é uma coisa (portanto, uma causa de outra coisa ((que, por sua vez, é causa de outra (((et sic in infinitum ((((portanto, metamorfose)))).
O indivíduo é uma causa.
O indivíduo é em metamorfose.
– Certo, mas, o que tem o Triplo Retrato a ver com isso?
O indivíduo não é uma coisa simplíssima. Pelo contrário, é coisa complexa (um rosto), formada de outras (muito mais do que três) coisas (causas). Sendo o indivíduo um complexo de causas, suas consequências (e seus efeitos, e seus rostos, e suas propriedades, e suas aparências) são também complexas.
O indivíduo é uma causa.
O indivíduo é em metamorfose.
– Certo, mas, o que tem o Triplo Retrato a ver com isso?
O indivíduo não é uma coisa simplíssima. Pelo contrário, é coisa complexa (um rosto), formada de outras (muito mais do que três) coisas (causas). Sendo o indivíduo um complexo de causas, suas consequências (e seus efeitos, e seus rostos, e suas propriedades, e suas aparências) são também complexas.
Esta é a razão comum às três imagens que se seguem.
O famoso Triplo Retrato
van DickComo um polvo, muitos tentáculos; um rei possui muitos rostos.
Isso não impede que se corte sua cabeça com um só golpe.
Como podemos conhecer II
Como conhecer objetos que são sujeitos de sua objetivação?
Não podemos conhecer EVELINE só a partir do que ela diz de si mesma. É preciso conhecê-la também a partir do que ROBERT diz a respeito dela.
ROBERT: – É pela independência de seus juízos que eu podia melhor medir a diminuição do seu amor*.
(*) L’école des femmes [1929]. Suivi de Robert [1930] et de Geneviève [1936]. Collection Folio. Paris: Gallimard, 1984. P. 116 in fine.
Não podemos conhecer EVELINE só a partir do que ela diz de si mesma. É preciso conhecê-la também a partir do que ROBERT diz a respeito dela.
ROBERT: – É pela independência de seus juízos que eu podia melhor medir a diminuição do seu amor*.
(*) L’école des femmes [1929]. Suivi de Robert [1930] et de Geneviève [1936]. Collection Folio. Paris: Gallimard, 1984. P. 116 in fine.
Importantíssimo para nós
A palavra portuguesa COISA deriva do latim CAUSA.
E a palavra REAL, do latim REALIS cuja raiz é a mesma de RES (que se traduz por COISA).
Isso se explica por ou explica o que se disse com hiper-real.
Disposição-mãozinha:
A cada vez que se percebe uma coisa, percebe-se também uma causa.
A cada vez que se percebe o real, percebe-se também uma coisa.
E a palavra REAL, do latim REALIS cuja raiz é a mesma de RES (que se traduz por COISA).
Isso se explica por ou explica o que se disse com hiper-real.
Disposição-mãozinha:
A cada vez que se percebe uma coisa, percebe-se também uma causa.
A cada vez que se percebe o real, percebe-se também uma coisa.
Nuvens cinzas e céu aberto
Nuvens que pairam. A ideia que paira de que algum mal paira sobre a Terra. A ideia confusa de algum mal sobre a Terra, a sensação de que deixei de fazer alguma coisa ou de que alguma coisa sempre me falta.
A flutuação do ânimo, a moeda que gira mostrando as suas duas faces inseparáveis: a culpa e a angústia – (o sentimento de que sou a causa de algum mau) – (o sentimento de que deve haver algum sofrimento meu que, porém, eu não sei discernir) – (o sentimento misto de que sou eu mesmo a causa de algum mal que me atinge, que porém eu não sei qual é).
Será preciso, para clarear o céu, para ver sob o sol, sempre retornar à ideia de que nada falta, de que o universo em si está perfeito, de que não há, absolutamente falando, o mal (nem portanto o bem) na Terra.
A flutuação do ânimo, a moeda que gira mostrando as suas duas faces inseparáveis: a culpa e a angústia – (o sentimento de que sou a causa de algum mau) – (o sentimento de que deve haver algum sofrimento meu que, porém, eu não sei discernir) – (o sentimento misto de que sou eu mesmo a causa de algum mal que me atinge, que porém eu não sei qual é).
Será preciso, para clarear o céu, para ver sob o sol, sempre retornar à ideia de que nada falta, de que o universo em si está perfeito, de que não há, absolutamente falando, o mal (nem portanto o bem) na Terra.
O pequeno culpado e a pequena vítima
O culpado reconhece a si mesmo como a causa de um mal. O que importa, aqui, é a sensação precisa que ele tem de si mesmo. O mal não precisa ser determinado, um evento preciso, mas pode ser uma possibilidade difusa. A causalidade, portanto, também é difusa; o culpado não sabe como ele produziu aquele mal, que ele aliás desconhece. Basta ao culpado que ele se sinta acusado.
A vítima, por sua vez, reconhece em si mesma o efeito de um mal. O que importa, aqui, é a sensação precisa que ela tem de si mesma. O mal não precisa ser determinado, não é um evento objetivo, pode ser uma insinuação. A vítima não sabe como se produziu nela aquele mal; mal que ela aliás muitas vezes desconhece. Basta à vítima que ela se sinta digna de sofrimento.
A vítima, por sua vez, reconhece em si mesma o efeito de um mal. O que importa, aqui, é a sensação precisa que ela tem de si mesma. O mal não precisa ser determinado, não é um evento objetivo, pode ser uma insinuação. A vítima não sabe como se produziu nela aquele mal; mal que ela aliás muitas vezes desconhece. Basta à vítima que ela se sinta digna de sofrimento.
----
Um si mesmo determinado. A ideia difusa de um mal externo ou interno ao si. A ideia confusa de uma ligação causal entre o si e o mal. A sensação de dignidade ou de indignidade. O culpado ou a vítima.
Notas sobre o início da metamorfose VIII
Em que medida o termo grego morphé (a figura, a aparência, o aspecto externo) se opõe realmente à essência íntima (eidos) da coisa? Em que medida a morphé encobre a essência?
Em medida nenhuma. A morphé é a própria essência íntima da coisa enquanto dura, no jogo com as outras coisas naturais existentes.
A essência suporta a aparência – e vice-versa. Se a aparência muda radicalmente, a essência muda também.
A morphé é a extensão da essência na atualidade.
Em medida nenhuma. A morphé é a própria essência íntima da coisa enquanto dura, no jogo com as outras coisas naturais existentes.
A essência suporta a aparência – e vice-versa. Se a aparência muda radicalmente, a essência muda também.
A morphé é a extensão da essência na atualidade.
Extremidades ou linhas? Exclusão ou relação?
É impossível separar as duas faces de uma mesma moeda.
Como, talvez, seja impossível separar a vítima do culpado ou vice-versa.
Mais impossível seria separar o sentimento de ser vítima do sentimento de culpa.
Como, talvez, seja impossível separar a vítima do culpado ou vice-versa.
Mais impossível seria separar o sentimento de ser vítima do sentimento de culpa.
Assinar:
Postagens (Atom)



