O valor está onde o desejo se investe, não
ali onde o desejo deve investir-se. Portanto,
o valor é uma questão de ética (uma potência), não de moral (não uma
finalidade).
Democracia - 1 = autocracia
Curiosamente, de todos os regimes da vida em comum, o que está mais próximo (e não, como era de se esperar, o mais distante) da democracia é exatamente o seu oposto, a autocracia.
Pois na democracia todos são iguais, e na autocracia todos são iguais menos um (e o mesmo). Uma mínima (em quantidade) distinção.
Qualitativamente, porém, o salto é gigantesco. Já que: a democracia é o regime das diferenças iguais; a autocracia, o regime do mesmo diferente.
Pois na democracia todos são iguais, e na autocracia todos são iguais menos um (e o mesmo). Uma mínima (em quantidade) distinção.
Qualitativamente, porém, o salto é gigantesco. Já que: a democracia é o regime das diferenças iguais; a autocracia, o regime do mesmo diferente.
Vertov não conhecia Flaherty?
Sim!
Em Kino-Pravda (Cine-Verdade) nº19, no tempo 4'10", aparecem imagens apropriadas de Nanook.
Em Kino-Pravda (Cine-Verdade) nº19, no tempo 4'10", aparecem imagens apropriadas de Nanook.
Ser e nada, existência e morte
A questão fundamental da metafísica e portanto da filosofia, para Heidegger, a questão leibniziana: “por que há entes e afinal não antes o nada?”, afirma que pensar o nada (apesar de ilógico para o lógico) é uma condição sem a qual não se pode pensar os entes na sua totalidade, o ser da totalidade dos entes, o ser, a realidade do ser. Apenas o nada nos coloca verdadeiramente diante da realidade do ser. Da mesma maneira: pensar a nossa própria morte (e é isso que parece em jogo para cada um de nós) nos coloca a realidade da nossa própria existência.
Mas, quando experimentamos radicalmente a verdade de que a morte é a realidade da nossa existência, então, mortais, como que nos retiramos de entre os entes em suas relações causais e em sua densa plenitude sem vazio, e a liberdade (essência da verdade) nos toma e nos abre para uma tomada de decisão acerca dos entes.
Para Spinoza, por outro lado, a ideia que exclui a existência do nosso corpo (a ideia de nossa morte do corpo, que é também a ideia da morte de nossa alma), não pode ser dada em nossa mente, mas é contrária a ela (e3p10).
Até posso ter adequadamente a ideia da morte, mas não adequadamente (em verdade) a ideia da minha própria morte.
Para Spinoza, por outro lado, a ideia que exclui a existência do nosso corpo (a ideia de nossa morte do corpo, que é também a ideia da morte de nossa alma), não pode ser dada em nossa mente, mas é contrária a ela (e3p10).
Até posso ter adequadamente a ideia da morte, mas não adequadamente (em verdade) a ideia da minha própria morte.
Inscrições
Tudo começa com um ideal: você quer transformar o mundo, escrever a história e, assim, inscrever-se nela como sujeito. As dificuldades trágicas logo surgem. Inimigos, obstáculos e muros insuperáveis. A história só se escreve pelos vencedores inscritos. Finalmente, então, o desejo de fazer história leva você, tão logo possa, a passar para o outro lado do muro. Não lhe sendo possível escrever a história, você se inscreve sob os vencedores.
Mais uma manifestação do narcisismo ferido, secundário, reacionário.
O que nos resta de Auschwitz?
Auschwitz é um signo para todo evento da história do narcisismo fabricado, a história mortífera da negação identitária do outro. O que nos resta depois desse campo?
Não tanto um jardim (um território), mas uma terra (um elemento): o indefinido riso, o riso não intencional, o riso de nada. Ou será isso, ainda, um retorno, uma reação ainda encoberta do narcisismo?
O narcisismo ontológico e o narcisismo reacionário (o que nos resta?)
O trágico, como conhecimento da finitude da nossa própria existência – e é por meio dele que tomamos consciência de nós mesmos e dos outros –, como parte do jogo de todas as outras coisas existentes, assim, vem denegar, ou suspender, o narcisismo primário; porém, talvez, nunca o negue, ou suprima, definitivamente. Apenas, o faz atuar de outros modos, secundários.
Esse narcisismo denegado (redefinição do desejo ontológico indefinido, pleno, ao qual nada falta, como desejo de infinitude ou de reconstituição da continuidade), por exemplo, atua na fabricação de escapatórias fantasiosas ou mágicas para aquele princípio de realidade trágico, entre outras: a moral universal, o além-mundo, os misticismos, as religiões, as fantasias megalomaníacas, as filosofias.
Primeiro, então, o narcisismo ontológico, na base do ser; em seguida, diante da morte, o reconhecimento trágico do real; finalmente, o retorno do narcisismo, como narcisismo ferido, secundário, fabricado.
Esclarecer, enfim, apareceu-nos simplesmente como o desembaraçar-nos dos nós que nos prendem a essas fabricae reacionárias (razão-facão).
Em seu entusiasmo inicial, na luta destruidora contra o narcisismo fabricado, o Esclarecimento (Aufklärung), no entanto, pressupôs uma realidade de fundo – um lugar e uma força que seriam capazes de acolher e conter o seu avanço destruidor. E, assim, mostrou o seu próprio aspecto narcísico: a fé na capacidade da ciência humana e nas verdades eternas ao alcance do humano. O Esclarecimento revelou-se, ele mesmo, como “retorno do reprimido”. Mas o narcisismo secundário é sempre, por definição, reacionário.
A consequência do Esclarecimento, dessa metamorfose do desejo narcísico, na sua megalomania mortífera, foi a própria destruição da sua fantasia e o reconhecimento do perigo do retorno narcísico, na negação identitária do outro. Gulag/Auschwitz/Hiroshima. Reencontramo-nos entregues a nada.
Desembaraçamo-nos de tudo; e o último Esclarecimento nos conduziu ao niilismo melancólico do trágico. A aceitação do trágico é, com efeito, a solução ao perigo das fantasias narcísicas. Mas, a melancolia, é ela o afeto que nos resta? O que nos resta de Auschwitz?
Veja: o trágico (ideia e afeto) não suprime tudo, ainda há uma ontologia, uma base do ser, aquele desejo primário ao qual nada falta. Será para nós possível partir desse desejo primário, não para reagir ao trágico, mas para suprimir a melancolia?
Razão-facão
Os primeiros Aufklärer tiveram essa ideia “iluminada” de que um complexo supersticioso (fabrica imaginária) encobria a realidade à percepção humana. Para eles, nós, o vulgo, percebemos o real como que através de nuvens, esses vapores intricados da superstição.
Eles pretendiam usar a faculdade humana da razão para limpar a sua via de acesso ao real (como fosse um facão, desbastando-lhes o caminho através das florestas dos seus novíssimos impérios coloniais).
O real, para esses esclarecidos, era como um fundo permanente, sempre ali, acessível ao intelecto corrigido, livre das superstições.
Mas, com efeito, o que é esse real cru? O que é esse fundo permanente de realidade livre de imaginação? O que é essa carne viva? Se desbastamos todas as excrescências imaginárias que obstruem (ou constituem) nosso regime mental, afinal, o que nos resta?
O que aqueles esclarecidos e velhos europeus atingiram ao final de sua empresa de desvelamento da realidade? Não estão eles, ainda, e como todos, intrincados em sua própria fabrica? A realidade não é esse princípio mesmo da fabricação?
Pensamento e língua II
A filosofia, idealmente, alcança um pensamento que está acima das línguas: o conceito, isto é, um pensamento que pode ser dito em uma ou outra língua sem prejuízo de seu conteúdo e verdade. Se não for assim, trata-se de poesia. Poesia é o pensamento preso a uma língua.
Na poesia, a língua importa. Mais que tudo? Mais que o próprio pensamento?
Bom, há filosofia que se importa com a língua. Ela diz: não é em qualquer língua que a ideia verdadeira se deixa expressar autenticamente! E há quem diga que só se pode filosofar em grego ou em alemão... Ha, ha! Isso me faz rir! O riso é apenas um desdobramento corporal de um afeto de rejeição... mas envolve-desenvolve reflexão...
Pensamento e língua
Poesia é o pensamento preso a uma língua. Ou uma língua que pensa; uma língua, ao pensar.
Entre documentário e filosofia II
O documentário é uma espécie de filosofia empírica, cuja experiência se limita à imagem visual e sonora.
Entre documentário e filosofia
Nossa missão (como documentaristas-filósofos) é a verdade. Isso, frequentemente, porém, é uma submissão.
155
Corrupção (essa da qual tanto se fala) é uma
contra-ação capaz de obter renda sem dispor de capital.
Viver sem valores
Não desejamos servir aos valores... como servos dos valores estabelecidos.
Viver sem valores, então? Mas isso pode nos levar ao niilismo melancólico (nada vale! snif...).
Viver sem valores (sem o “desejável”, sem o “bom” em si) quer dizer viver sem valores dados, em uma existência-vida afirmativa de seu valor próprio, e no qual se alegra. O valor, de fato, nunca nos é dado, o valor nunca está pronto. O valor é algo que se constitui, se produz, pelo processo do desejo. – O desejo se engana? E nós estamos servos de um valor de fora. – O desejo entende com clareza o seu valor imanente e o que ele constitui como sendo bom? E nos tornamos livres.
Do ser ao nada: o consumo
Desejo de consumir: uma pulsão nadificante em que se engaja nosso ser, potência, desejo (que leva o consumível, puro algo, a nada). O ser engajado em nada. O nada engajando o ser. Esse desejo de tudo, que é desejo do nada, afirma: isso é a vida! E a meta de todo ser é o nada! (Freud: “a meta de toda a vida é a morte”.)
Natureza ou essência humana para Platão e Spinoza
A essência humana para Platão é uma ideia eminente. Quer dizer, cada um de nós, humanos, em relação a ela, está em falta. Nossa existência atual é privada de um tanto de ser ou de realidade correspondente a essa falta.
Em Spinoza, nada disso. A essência humana, ontologicamente falando, não é nada senão o que é comum a esses entes mais ou menos reciprocamente semelhantes a quem chamamos de seres humanos. Mas, relativamente a cada um de nós humanos mais ou menos semelhantes, esse comum está sempre aquém do seu ser. Na sua singularidade radical, nenhum indivíduo humano se explica completamente, essencialmente, pelas propriedades que tem em comum com outros indivíduos humanos.
Quer dizer, se, para Platão, estamos sempre em falta com relação à ideia do humano, para Spinoza, pelo contrário, estamos singularmente sempre em excesso em relação a ela.
Em Spinoza, nada disso. A essência humana, ontologicamente falando, não é nada senão o que é comum a esses entes mais ou menos reciprocamente semelhantes a quem chamamos de seres humanos. Mas, relativamente a cada um de nós humanos mais ou menos semelhantes, esse comum está sempre aquém do seu ser. Na sua singularidade radical, nenhum indivíduo humano se explica completamente, essencialmente, pelas propriedades que tem em comum com outros indivíduos humanos.
Quer dizer, se, para Platão, estamos sempre em falta com relação à ideia do humano, para Spinoza, pelo contrário, estamos singularmente sempre em excesso em relação a ela.
PS: OPS!: em Platão, a relação das almas humanas às ideias é de semelhança: no elemento do divino (não a de mímese ou a de participação, a alma não copia uma ideia, nem participa de uma ideia de alma). Assim, não podemos falar de uma ideia (ou essência) de alma. Com certeza, no entanto, podemos falar de uma idéia de corpo humano. E, em relação a essa ideia de corpo, tudo o que foi dito, acima da fotografia, fica válido.
Philautia ou o curto-circuito do amor
Passar através do interdito, para além do Eu... na direção da continuidade...
Mas se, nessa passagem, o interdito é apenas denegado, suspenso (como a lei num estado de exceção) então já não se trata dessa experiência de si que é a philautia, mas de transgressão (ou erotismo).
Mas se, nessa passagem, o interdito é apenas denegado, suspenso (como a lei num estado de exceção) então já não se trata dessa experiência de si que é a philautia, mas de transgressão (ou erotismo).
A essência do documentário
Uma teoria da verdade talvez seja a possibilidade de estabelecermos a comunidade entre a realidade e o cinema. Uma teoria da verdade talvez seja o elo estabelecido, ou que se estabelece, no documentário, entre os fatos reais e os elementos estéticos incontornáveis do cinema. Uma teoria da verdade que é, simultaneamente, uma teoria sobre a maneira de se produzir verdadeiramente a verdade. Uma teoria da verdade que é, também, uma técnica do documentário.
O cinema documentário filma uma teoria da verdade.
O que o resultado esconde
No resultado, parece que o processo genético se termina e desaparece da vista. Ficamos com essa impressão. Um resultado destacado. Solto do seu devir. Como uma mágica. Um milagre. Um fetiche. Mas, de fato, a gênese nunca para, é contínua, no resultado e através dele. A gênese não é o primeiro livro, ao qual se seguiria um segundo. Sem início, a gênese perpassa eternamente.
Idem
O que é a identidade? O recorte, o critério, o cânone, do próprio e do alheio. Eu, outro. E também do autêntico e do inautêntico. Esse recorte frequentemente assume a forma do interdito.
Assim, passar através desse recorte e desse interdito, para além do Eu, constitui uma experiência de si: que: sob o impulso erótico: é o amor de si (a philautia).
Assim, passar através desse recorte e desse interdito, para além do Eu, constitui uma experiência de si: que: sob o impulso erótico: é o amor de si (a philautia).
2º gênero de c.
Chama-se o documentário de “segundo gênero” do cinema. Essa rotulação me chamou a atenção. Lembrou-me o segundo gênero de conhecimento em Spinoza: aquele das noções comuns. O cinema como meio de conhecimento. Do qual o documentário é um segundo movimento. Para Marina Goldovskaia, “o documentário é antes de tudo [isto é, essencialmente] um movimento que vai do não conhecer ao conhecer”*.
(*) GODOLVSKAIA, Marina. A jornada do documentário [2006]. Trad. Fábion Bonillo. In: LABAKI, Amir (Org.). A verdade de cada um. São Paulo: Cosac Naify, 2015. P. 200.
(*) GODOLVSKAIA, Marina. A jornada do documentário [2006]. Trad. Fábion Bonillo. In: LABAKI, Amir (Org.). A verdade de cada um. São Paulo: Cosac Naify, 2015. P. 200.
Soberania
Quem ainda crê em soberania?
Em suas diferentes formas: s. individual, s. racional, s. nacional, s. popular, s. do legislativo, s. do livre-arbítrio, s. subjetiva, s. do sujeito, s. consciente, s. da consciência, s. política, s. criadora, s. natural, s. por direito, s. da decisão...
s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s.
Em suas diferentes formas: s. individual, s. racional, s. nacional, s. popular, s. do legislativo, s. do livre-arbítrio, s. subjetiva, s. do sujeito, s. consciente, s. da consciência, s. política, s. criadora, s. natural, s. por direito, s. da decisão...
s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s. s.
Pelo entre... a via – II
Vem se delineando um horizonte: uma divisão do universo afetivo, uma linha divisória do pensamento. Um entre (o erotismo, e tudo o que tem a ver com o amor, a libido, o desejo) abre/aparta/distancia a analítica da finitude (da descontinuidade) da analítica do narcisismo (da continuidade).
Ora essa, a imbecillitas!
Contemplar a sua própria imbecillitas!? Que tristeza!! Uma tristeza que se chama humildade (humilitas, e3p55s, escólio da proposição 55 da parte 3 da ética de Spinoza).
Pela alegria bem distribuída (hilaritas), é esse o princípio afirmativo da vida (melancholiam expellere, e4p45s)!
Perseguir, portanto, a via oposta: pensar a partir da sua própria potência, e afirmar-se nela. Isso é a philautia, o amor de si. Mas se cuidar, para se manter na prudência da dose certa desse narcisismo (secundário, como diria Freud).
Pela alegria bem distribuída (hilaritas), é esse o princípio afirmativo da vida (melancholiam expellere, e4p45s)!
Perseguir, portanto, a via oposta: pensar a partir da sua própria potência, e afirmar-se nela. Isso é a philautia, o amor de si. Mas se cuidar, para se manter na prudência da dose certa desse narcisismo (secundário, como diria Freud).
A democracia: o quantum de liberdade que um corpo social pode...
O imperium [a organização política do corpo social; a relação de potências transcrita em relações de poder sob a operação da imaginação] se define pela potência da multidão. Esta organização de poder será tão democrática quanto livre for a multidão. Logo, será tão democrática quanto a multidão suportar da sua própria realidade sem fantasiar, delirar, sem cair em melancolia.
Pelo “entre” – uma ontologia do entre, da relação
Spinoza:
Nossa mente singular é essencialmente uma relação singular de ideias (como um filme é essencialmente uma relação de imagens), uma relação que não está em uma ou outra ideia, mas entre ideias.
----
----
Exemplo disso: https://www.youtube.com/watch?v=WSPHp42RvOI&list=PLcWoNlKpLdigf_MdKkrl4n4DLKRqA1KuK&index=20
----
Dziga Vertov: “ligações visuais entre os assuntos”. “Uma CINE-COISA” se define pelo “VER DA MONTAGEM”.*
----
Dziga Vertov: “ligações visuais entre os assuntos”. “Uma CINE-COISA” se define pelo “VER DA MONTAGEM”.*
(*) VERTOV, Dziga. Pronunciamento em um debate [1923]. Trad. Luis Felipe Labaki. In: LABAKI, Amir (Org.). A verdade de cada um. São Paulo: Cosac Naify, 2015. P. 38.
----
Artavazd Pelechian:
Artavazd Pelechian:
Uma das teses fundamentais de Eisenstein: um plano, chocando-se com outro plano, dá à luz uma ideia, uma apreciação, uma conclusão. As teorias da montagem dos anos 1920 atêm-se sobretudo à relação entre planos adjacentes. Eisenstein chamava isso de “ponto de junção”; Vertov, de “intervalo”.(**) PELECHIAN, Artavazd. Montagem distancial, ou teoria da distância [1972]. Trad. Luis Felipe Labaki. In: LABAKI, Amir (Org.). A verdade de cada um. São Paulo: Cosac Naify, 2015. P. 172.
[...] eu me convenci de que o que me interessava era outra coisa, de que a essência e a ênfase do trabalho de montagem consistem, para mim, não na colagem dos planos, mas em sua descolagem.
[...] o mais interessante começa não quando uno dois fragmentos, e sim quando os desuno e coloco entre eles um terceiro, um quinto, um décimo fragmento [...] criar entre eles uma distância.**
Diário de Moscou XXIX – o método (a via) inconsciente
A liberdade: um quantum de verdade suportada
O quanto de verdade uma mente suporta sem delirar, sem recorrer à fantasia, e sem cair na melancolia, esse é o tanto de sua liberdade.
Diário de Moscou XXVIII – a luta II
Assinar:
Postagens (Atom)
