Esta compaixão pelo seus semelhantes seria o que diferenciaria o ser humano de todos os outros do universo. A tal ponto que se diz daquele que não é mais capaz de sofrer, ao ver o outro sofrer, e de se alegrar, quando percebe o outro se alegrar, que já deixou de ser humano.
Sendo a compaixão a diferença específica do ser humano, ela seria então a sua quidditas, aquilo que faz que ele seja o que ele é e não outra coisa, e portanto o fundamento do humanismo.
Entretanto o humanismo parece mais do que isso:
Uma pequena moscaO ser humano talvez seja o único ser capaz de padecer em razão do sofrimento que ele mesmo causa a um outro.
tomada pela vontade de vomitar
ao odor do inseticida
haverá alguém para a socorrer?*
(*) KIAROSTAMI, Abbas. Avec le vent. Trad. Nahal Tajadod e Jean-Claude Carrière. Paris: POL, 2002. P. 80.
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